sábado, 22 de agosto de 2009
carta à calmaria,
Na volta para casa, eu deitei em teu colo, precisava sentir-me protegida, apegada, presa em alguém. Durante meses eu achei esse lance de gostar pura babaquice, e dizia que somente os fracos se apaixonavam, pois os fortes se controlavam o tempo todo. Então, tudo que vivo agora é muito novo, não estou acostumada a me lançar num precipício com alguém ao meu lado. O carro movimentava-se lentamente, e fiquei observando a lua, os pontinhos brilhosos que todos chamam de estrelas, o céu não seria lindo sem estas. Eu sentia o tempo passar devagar, eu ouvia cada palavra com seus significados se espalhando pelo ar, sentia meu coração pulsar, meu sangue correr dentro das veias, eu podia ver o mundo através daquele vidro fumê. Enxerguei então a importância que você faz em minha vida, entendi que se você eu seria a mesma, carregaria as mesmas derrotas e sentiria todas as dores toda noite, lembrei-me de quando chorava aguniada todas as noites, com medo que meu fim estivesse próximo, pois tudo em minha vida havia se estabilizado, e não haveria motivos para Deus deixar-me viver, não mais. Eu te aceitei com todos os problemas, com as dúvidas, com amores passados, e você ficou comigo mesmo sem ter razão, mesmo quando eu olhava para você e dizia: Não me sinto capaz de gostar de ninguém, ninguém. Ví então que tinha alguma razão de você estar alí, perto de mim para tudo, haveria alguma razão, não seria à toa. Estava acostumada a começar relacionamentos pensamento no fim, acostumada não ser a principal, a especial... as vezes estas idéias me voltam na cabeça, mas em seguida me distraiu com teu sorriso, quero ser sua Outra Parte, mesmo não sabendo disso agora, o tempo revelará que estivemos juntas em outras vidas. Eu farei com que o amor renasça em teu peito, quero enfrentar a vida ao teu lado, estou disposta a tudo ! Pois sempre há um novo começo (...)
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