sábado, 5 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

carta à calmaria,

Na volta para casa, eu deitei em teu colo, precisava sentir-me protegida, apegada, presa em alguém. Durante meses eu achei esse lance de gostar pura babaquice, e dizia que somente os fracos se apaixonavam, pois os fortes se controlavam o tempo todo. Então, tudo que vivo agora é muito novo, não estou acostumada a me lançar num precipício com alguém ao meu lado. O carro movimentava-se lentamente, e fiquei observando a lua, os pontinhos brilhosos que todos chamam de estrelas, o céu não seria lindo sem estas. Eu sentia o tempo passar devagar, eu ouvia cada palavra com seus significados se espalhando pelo ar, sentia meu coração pulsar, meu sangue correr dentro das veias, eu podia ver o mundo através daquele vidro fumê. Enxerguei então a importância que você faz em minha vida, entendi que se você eu seria a mesma, carregaria as mesmas derrotas e sentiria todas as dores toda noite, lembrei-me de quando chorava aguniada todas as noites, com medo que meu fim estivesse próximo, pois tudo em minha vida havia se estabilizado, e não haveria motivos para Deus deixar-me viver, não mais. Eu te aceitei com todos os problemas, com as dúvidas, com amores passados, e você ficou comigo mesmo sem ter razão, mesmo quando eu olhava para você e dizia: Não me sinto capaz de gostar de ninguém, ninguém. Ví então que tinha alguma razão de você estar alí, perto de mim para tudo, haveria alguma razão, não seria à toa. Estava acostumada a começar relacionamentos pensamento no fim, acostumada não ser a principal, a especial... as vezes estas idéias me voltam na cabeça, mas em seguida me distraiu com teu sorriso, quero ser sua Outra Parte, mesmo não sabendo disso agora, o tempo revelará que estivemos juntas em outras vidas. Eu farei com que o amor renasça em teu peito, quero enfrentar a vida ao teu lado, estou disposta a tudo ! Pois sempre há um novo começo (...)

Mudanças

Estava lendo certo livro em que dizia: 'Houve época emque nada mais no mundo era tão importante quanto ela mesma. Teve muitos namorados, sempre acreditou que amava cada um, e sempre viu o amor acabar de uma hora para outra. De tudo que conhecia até então, o amor era o mais difícil. No momento estava apaixonada por alguém que tinha pouco mais que sua idade (...)' Então me enxerguei nesta personagem, como se Paulo Coelho escrevesse ao meu respeito neste trecho. Cada frase foi uma agulhada em meu caráter, pois onde lá se viu eu, uma garota nova e com pouco entendimento de vida trancar-me num mundo sem querer invasões, ou até mesmo acreditar no amor, sentimento que move o planeta. Entendi que depois de tantas fases boas e ruins, finalmente me abri para novas oportunidades, compreendo assim que amor demais existe, que amizades são fundamentais, entendi o motivo do meu pai lamentar até hoje a perda da minha mãe, porque ela é sua Outra Parte, ninguém pode mudar isso. E o tempo que lhe foi destinado para ficar ao lado dela, está esgotado. Eu sou nova por aqui, tudo é muito novo para eu tocar ou sentir, cedo ou tarde terei liberdade neste mundo de loucos, que agroaé minha nova casa. Porque eu não tinha mais dúvidas, mais sentimentos, eu não era o tipo de pessoa certa para continuar vivendo, e apesar disso eu queria viver, mudei meus hábitos, minha juventude, mudei minha maneira de ver as pessoas, abri meu coração... e não vejo a paixão que sinto dentro do peito como derrota, e sim como força, a qual faz eu continuar a caminhada, a qual me deixa feliz, o motivo de eu acreditar que o amor ainda existe para mim, acreditar também que há alguém neste planeta destinado ao meu ser, somente. Não haverá mais conflitos internos, como antigamente, porque agora eu sou quem sempre deveria ter sido, eu sou a verdade menina que nasceu do ventre da minha mãe. Depois de longa caminhada eu sei que toda a dor, será revertida em felicidade, sei também que existem anjos, os quais zelam por mim todo momento, existe um anjo em especial que eu converso todas as noites antes de dormir, eu o vejo através da lua, da luz, das estrelas, eu aprendo muitas coisas com ele, ele me ensinou a viver e esteve comigo mesmo quando eu o odiei, ou achava que o odiava, meu anjo nunca desistiu de mim, agora eu quero deixa-lo orgulhoso, mostrando que todos seus ensinamentos me valeram muito.

domingo, 9 de agosto de 2009

O mundo não é patético, e sim as pessoas que nele estão.
Roubam a verdade, o desejo, a paixão. Roubam a desgraça, o alheio, o perdão.
Incontáveis vezes eu sonhei com algo melhor, mas ainda há tempo de ajustes.
Eu quero ser algo melhor, vou afzer o meu melhor.
Eu não quero saber de nada que o destrói, que o arranca de sua natureza.
Porque assim eu estaria matando-me também.


Preciso dizer muitas coisas antes de ir deitar-me, uma delas é que eu não esperava gostar tanto de alguém, como gosto de você, porque eu pedi aos meus anjos que me guardassem para nenhum sentimento se apodera de mim. Outra coisa, minha felicidade depende da sua presença em minha vida, ninguém faz idéia de como odeio sentir-me presa alguém, acorrentada, tudo por causa de um sorriso. Apesar do orgulho ferido, das mentiras, dos beijos sob a lua, eu penso em você como a única que me faz bem, eu odeio despedir-me, virar a esquina chear em casa sabendo que você não estará lá. Por todos esses dias que passei sozinha, estou segura do sentimento que você fez crescer em meu peito, por mais que as vezes eu odeie gostar tanto de você, eu preciso disso para viver, preciso dessa batalha incansável dos opostos aqui dentro. Eu escrevo essas palavras, como se aqui fosse meu diário, sinto-me livre para expressar qualquer idéia que venha à cabeça.
Seguindo o contexto, mesmo você sendo a maior parcela da minha felicidade, meu remédio, minha droga e meu vício, preciso dizer-te que não sou nenhum modelo de perfeição, minha bipolaridade atrapalha qualquer relacionamento, não serei nada além da lealdade, amizade, sorrisos, abraços e por alguns momentos brigas e diversões. Por todo esse tempo preciso declarar que você tomou conta de mim de forma inexplicável, porque antes de tudo, eu era um monstra insensível. Eu vou fazer de tudo para não nos ferirmos, para não magoa-la, para não magoar-me, farei as coisas do jeito certo, prometo atenção e fidelidade, prometo que tentarei ser melhor, não somente por você, mas também por mim. Assim também prometo que apesar de você ser o centro dos meus dias, não deixarei ser o centro da minha vida, porque assim as coisas sairiam do eixo, ficariam fora da linha, perdendo assim toda essencia da felicidade e do prazer.
Por tudo que aconteceu comigo, por todas as fases que passei, ainda sou orgulhosa para confessar que estou apaixonada, é um sentimento estranho, eu perco o controle da vida, do tempo, dos livros. Por dias a fio eu jurava que nenhum sentimento forte fosse tomar conta de mim, novamente, quando me dei conta, eu estava caida, no fundo do poço, tentando controlar para não sentir nenhuma dor, então, só poderia ser paixão. Eu aidna prefiro acreditar que o destino guarda alguma surpresa, eu possuo sentimentos mesmo desacreditando nesses.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

eu fui aos céus com você,
e ao inferno também
depois de irmos as nuvens quase caimos ao chão.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Não existe conversação, palavras sem remorso
E esta televisão afoga a única fonte
Acorde destes sonhos de você nos meus braços
Para a escadaria aonde você segura o meu coração
Este lugar, estas paredes significa tudo pra mim. ♫

Emery - Walls
Eu quis significar tudo para você
Mas isto não é certo
Você continua voltando desmontado
E eu continuo perdendo esta luta.
Eu não responderei. ♫

Emery - Fractions
Eu preciso lhe contar que meu orgulho é maior que qualquer sentimento, eu não ousei te esperar, eu não quis lutar por seu carinho, não queria o teu amor -pelo menos, fingia não querer-. Eu sabia, aliás, sempre soube que aquele sentimento que você dizia estar morto, ainda era a razão do teu viver, a pessoa a qual você amava, era a única que lhe convinha, não nenhuma supresa quando olhou nos meus olhos e disse tudo, tudo que eu jamais quis ouvir, foi melhor assim, é bom quando rompe a relação ainda ao meio, antes que qualquer sentimento cresça e despenque, alguma queda ainda maior que a minha.
Mas ontem, você me desestruturou com toda aquela conversa, sabe... justamente quando eu estava bem, tudo tinha se encaixado no seu devido lugar e estava claro demais, eu não queria pensar em nada mais além de mim, de repente você diz tudo que eu queria ouvir, ou talvez não. Pois eu precisava daquele tempo, precioso tempo que estava reservado para mim, e agora, quando penso em você é como se mais ninguém me fizesse sentir bem.
Enfim, eu preciso dizer antes que a noite termine; agora é tarde, eu não tenho coração de metal -infelizmente-, tenho uma vida inteira e não vivo de meio-plano, toda sua lealdade se quebrou e não há como existir um relacionamento como antigamente, eu preciso dizer que meu orgulho fere minha alma, machuca minha felicidade. Quero dizer-te que prefiro ser infeliz sozinha, que feliz ao teu lado. Porque infelicidade não é sinônimo de mal-estar. Desculpe-me por não ser o que você esperava, mas não existem palavras para suas desculpas, e as minhas finalizam-se aqui.
Caso eu cortasse relacionamentos, a vida seria mais simples, porque sempre no fim da relação eu me proibo de lembrar do que passou, evito de pensar na ultima pessoa e desvio das características da mesma. Sabe, é muito incômodo para o ser humano viver de desvios, de cortes, coisas assim, então, prefere continuar preso numa relação que não lhe traz felicidade, continua preso porque não vê motivos para separar, assim como não existem motivos para continuar.

Eu digo isso por experiência própria, quando rompi meu primeiro namoro, lutava contra qualquer coisa que me fazia lembrar de tudo que passou, lutava para não olhar, não gostar, não sentir nada que convinha a outra, então passei a não suportar a cor verde, por ser a cor preferida dela; passei detestar milk-shake de tutti-fruti, porque sempre que estavamos juntas, era este que pediamos; escondi todas suas cartas, porque não queria ler suas palavras; sempre que passava na ruela onde ficavamos sentadas olhando para o céu, desviava o olhar me obrigando a pensar: que rua horrível, prefiro andar o dobro do que passar por ela novamente.

Já, quando rompi meu segundo namoro eu odiava skinys pretas masculina, pois, foi com uma desta que o menino me deu as costas; eu não queria pensar em mar, pôr-do-sol, areia, surfistas, porque essas coisas ligavam-se a ele, pouco a pouco, nosso relacionamento se resumia nisso. Eu parei de beber vinho, nossos encontros eram temperados com este; preferia elevador as escadas, pois elas foram prova de muitos beijos. Passei detestar a palavra saudade, distância, pois foram estas as maiores provas que ele não valia nada; não queria mais saber de Ipanema, muito menos da Rua Maria Quitéria, menos ainda do Empório, nosso barzinho preferido. Aprendi me obrigar a destestar quaqluer coisa que me fazia bem no passado, qualquer pessoa cuja lembrança era a pessoa deixada para tras.

(...) mas, quando desmorou o terceiro relacionamento eu não sabia onde ir, pois todo meu bairro me fazia lembrar das coisas que passamos, das ruas onde beijamos, principalmente aquela ruazinha estreita perto de casa, que fora cúmplice do sentimento que estava por nascer por ela, enjoava apenas com o cheiro de sorvete de flocos, que era seu preferido; queria ser do contra, queria nadar contra a corrente, eu quis fazer tudo que ela detestava; passei então me disfarçar, mas ela nunca percebeu; nunca mais pintei minhas unhas de roxo, pois eu pintava-as apenas para agrada-la; então, o encanto se quebrou.

É complicado, até hoje, viver com esses desvios de rota, porque cansa, e chegará um dia que eu direi; basta ! então tudo que eu ver, cheirar, sentir, beber, os lugares que irei, tudo, absolutamente tudo não passará de qualquer coisa, qualquer coisa esquecida no passado, e fingirei que aquilo tudo jamais significou para mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

renovar,

Eu quero dançar com o deseconhecido; porque meus olhos pedem mudança e minha pequena vida está muito monótona para lamentações. Não há mais ninguém que me faça mudar de idéia a respeito da minha essência, eu prefiro permanecer no controle de tudo. Quero dirigir numa estranha tortuosa, com neblina, perigosa.. dirigir em alta velocidade e me estregar ao precipício. Porque está tudo tão delicioso, que até a morte cairia bem.

terça-feira, 28 de julho de 2009

quarto escuro, poço fundo;

Mas tu não sabes da minha fraqueza, dos sonhos perdidos no tempo, do último verão, das noites de insônia, das minhas músicas preferidas e os objetivos traçados em horas erradas.
Mas tu nada sabes sobre meus amigos, sobre meus beijos, tu não entenderás como eu me sinto, como eu não canso de sentir, não imaginas que eu me canso, aliás, estou cansada de dar soco em ponta de faca, estou exausta de insistir, implorar, recorrer a alguém. E tu nunca entenderás que eu sou forte, sim, eu sou uma muralha de força interna, podes me empurrar de uma ponte, de um precipício, eu gosto das quedas, estas me fortalecem. Tu nada saber sobre meu passado, não entende que eu não sou uma completa insensível, eu ainda posso te sentir aqui, mesmo sabendo que não existes. Eu sou o que quero ser, eu me transformo, me moldo, eu danço conforme a música.
Mas tu sabes que eu me perco toda noite, sabes também que eu quero ser mais, me cobrando demais, quebrando promessas e correndo contra o tempo, contra todos. Mas meus segredos, estes, jamais tu saberás.

(...)

Tudo se foi, assim como a primavera, assim como um momento de loucura, o sentimento vazou, escapou pelo ar, morreu, ou talvez nunca tenha nascido. Essa mania de não querer ser tocada, é a minha única esperança de não me apaixonar. Porque assim eu me escondo, firo as pessoas, me afasto quando perceber que algo está prestes acontecer.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mas pai, por favor entenda que eu tenho vida própria, sei caminhar, tenho metas, objetivos, pretendo alcança-los um dia com ou sem a sua ajuda (...) entenda também que eu não sou um bichinho o qual você pode regular e tratar o tempo todo, não sou um robô o qual você pode mandar e controlar, eu sou humana, pai, tenho carne, ossos e sentimentos, eu sinto dor, eu sinto dores alheia, eu sinto quando você chora por mim, mas não enxergo os motivos que te causam isso. Eu te peço, por favor, se afaste de mim e deixe-me respirar, pelo menos uma vez em paz. Eu não pretendo fugir, me esconder em lugar algum, eu estarei aqui do seu lado, desde que você me dê liberdade, por favor, solte-me dessa corrente que é dar continuação dos seus sonhos.

sábado, 27 de junho de 2009

Eu que jurei nunca mais entrar nessa dança, esperava nunca mais ter algum par. Eu chorei, clamei para que nada brotasse em meu peito novamente, eu pedi, insisti para meu coração congelar, congelar pra sempre, pois agora, estou no meio do salão de pés atados na esperança que essa música jamais acabe, eu não quero deixar de dançar com você, não agora, não depois, eu não quero sentar naquela cadeira fria novamente, eu não quero ficar dozinha jamais, não agora que te encontrei.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

faz envelhecer, de tanto que a alma sofreu.

''São sempre as mesmas promessas, os mesmos planos, os objetivos se rompem e as correntes se quebram, as promessas são deixadas de lado e cá estou eu, dando volta em circulos, circulos viciosos tentando te encontrar dentro de mim.''

domingo, 21 de junho de 2009

My life would suck without you.